Minha Jornada Profissional – PART II

“O ingresso no ensino superior não é apenas uma conquista acadêmica, mas a abertura de um espaço para descobrir quem você pode se tornar.” Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia (1996).

Bem-vindos à segunda parte da minha trajetória profissional. Caso você não tenha visto a primeira, nela contei sobre minhas experiências anteriores à área de programação, você pode conferir aqui. Agora, quero compartilhar como foram meus primeiros passos no desenvolvimento de software — desde a universidade até o início da minha carreira no mercado.

Em 2016 entrei no curso de Ciência da Computação na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó, deixando pra trás toda uma vida em SP. No primeiro ano, mergulhei totalmente nos estudos, tanto nas disciplinas quanto em cursos complementares de programação, tutoriais no Youtube (principamente com indianos), leituras de artigos e mais artigos, assinei a plataforma Alura e comecei a explorar diversas tecnologias como bancos de dados, frameworks diversos, além de linguagens como Python, Java e PHP. Esse período experimental foi fundamental para desenvolver uma base sólida em lógica de programação, resolução de problemas e aprendizado autônomo.

Ante de iniciar o segundo ano da faculdade, em 2017, consegui um estágio no setor de TI da universidade. Essa experiência me deu contato prático com desenvolvimento em Java e JSF, além de me ensinar muito sobre a importância de gerenciar demandas e ter disciplina para equilibrar estudo e prática. Embora o estágio não fosse extremamente desafiador em termos técnicos, ele abriu espaço para que eu fosse além, aprofundando conhecimentos por conta própria e demonstrando proatividade e autonomia, pois as demandas e carga horária eram poucas, então aproveitava pra extrair o máximo que pudio do estágio e da Alura.

No ano seguinte, recebi um convide de um dos meu professores, que era gerente do setor de TI na épica, para participar de um projeto com bolsa (que era maior que o estágio), ainda dentro do setor de TI, onde tive mais responsabilidades e maiores: gerenciar e evoluir dois sistemas utilizados internamente pela universidade, desenvolvidos por dois bolsistas que estavam de saída do projeto.

  • COFE Sistema de Eventos: Uma plataforma pra criar e gerenciar eventos e suas atividades na universiade.
  • Calculadores de Produção Acadêmica dos Docentes: desenvolvida em PHP, essa calculadora possuia um histórico das produções acadêmica dos docentes e calculava uma pontuação de acordo com cada tipo de produção.

Nesse período, refinei minhas habilidades em desenvolvimento fullstack, utilizando Python e Django no backend, Postgres como banco de dados e aprimorando o frontend com a junção do Django, Jinja, HTML, CSS, Javascript e Bootstrap tendo foco em UX e usabilidade. Além disso, desenvolvi recursos como integração de QR Codes para eventos e melhorias em relatórios acadêmicos, o que me ajudou a entender a importância de alinhar tecnologia às necessidades reais dos usuários.

Em meados a pandemia no segundo semestres de 2020, me inscrevi para participar de outro projeto, desta vez fora do setor de TI, maior, com mais responsabilidades ao qual estava trabalhando e com uma bolsa um pouco melhor também. Fui selecionado para o projeto, o PRACTICE, um programa de ensio, pesquisa, extensão e inovação da univerdidade para desenvovimento de ferramentas e criação de conteúdos para toda a comunidade acadêmica. Desta vez utilizando tecnologias com PHP Laravel no backend e Vue.js no frontend, em um ambiente de desenvolvimento ágil, com planejamento de sprints, Kanban e demais cerimônias do SCRUM. Esse desafio me forçou a lidar com novas tecnologias em prazos bem estipulados, experiência com trabalho com uma equipe de desenvolvimento pois haviam variou outro bolsistas de desenvolvimento e também me trouxe uma vivência mais próxima da metodologia ágil, aprendendo a priorizar demandas, documentar processos e colaborar em times maiores. Um dos trabalhos de maior destaque nesse período foi a implementação de um login seguro integrado ao sistema da universidade de autenticação, reforçando minhas habilidades em segurança da informação e arquitetura de autenticação.

Essa etapa acadêmica foi essencial para consolidar competências técnicas e também ampliar as soft skills, como organização, resiliência, comunicação e capacidade de adaptação. Cada projeto, mesmo com limitações, me preparou para os desafios do mercado.

Em 2021, próximo ao fim da faculdade, me inscrevi e fui selecionado para participar de um bootcamp promovido pela Accenture Academy com a Gama Academy, onde tive contato novamente com Java e Spingboot e explorei o Javascript com Angular. Além de reforçar a parte técnica, esse programa foi decisivo para consolidar meu aprendizado sobre metodologias ágeis aplicadas a times reais, já que meu grupo precisou entregar um sistema completo simulando um banco digital. Esse projeto foi avaliado não apenas pelo resultado técnico, mas também pela forma como organizamos o trabalho em equipe, utilizando práticas ágeis que eu já aplicava nos projetos da universidade. O reconhecimento foi tão positivo que nossa equipe conquistou o primeiro lugar e todos fomos contratados.

Essa transição marcou oficialmente o início da minha carreira no mercado de trabalho, em um ambiente corporativo de tecnologia. Foi um momento que conectou toda a bagagem da universidade com a prática empresarial, e me mostrou a importância de unir conhecimento técnico, capacidade de aprendizado contínuo e colaboração em equipe para crescer como profissional!

No próximo post, quero trazer mais sobre essa fase corporativa e os aprendizados que ela continua me proporcionando.

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